Entrevista com o árbitro Rui Martins
Nome: Rui Jorge Cordeiro Martins
Naturalidade: Ponta Delgada
Idade: 42 anos
Árbitro Formado em: 2003/2004
Como surgiu o Rui Martins no mundo da arbitragem?
Surgi na arbitragem após uma paragem na prática desportiva para uma cirurgia e respetivo conselho medica para deixar aquela atividade.
Para deixar o desporto decidi optar pela arbitragem.
O que pensa da arbitragem em São Miguel?
A arbitragem em São Miguel esta bem e recomenda se porque cada vez mais vê se os árbitros a trabalhar e a aplicarem-se para conseguirem os seus objetivos.
É difícil ser-se árbitro nos Açores?
Sim, só o fato de sermos ilhéus prejudica um bocado a carreira do árbitro e a sua evolução derivado aos elevados custos que isso acarreta para as federações.
Ainda mais nesta fase de cenário de crise que se faz sentir pelo mundo inteiro.
Mas também se nota que as federações olham agora para o árbitro açoriano com outros olhos.
Acha que são Miguel tem as condições necessárias para termos um bom árbitro?
Apesar de haver alguma falta de pavilhões, uma vez que os existentes estão superlotados com treinos e jogos de varias modalidades, São Miguel possui boas condições para ter bons árbitros.
As infraestruturas ajudam mas o maior esforço tem que vir do árbitro.
Qual foi o jogo mais importante que arbitrou?
Todos os jogos são importantes de se apitar desde o infantil ao veterano, quer seja masculino ou feminino.
Até os jogos de treino ou de preparação visto que o árbitro esta constantemente a ser avaliado e analisado no seu trabalho.
O Rui por ser um árbitro mais velho, sente que os jogadores têm mais respeito por si do que por outros árbitros mais jovens?
O RESPEITO é uma das qualidades mais importantes que qualquer arbitro terá que ter se quiser ter sucesso na sua carreira desportiva e privada!
Temos que respeitar todos os intervenientes no jogo para sermos respeitados!
Ser sério, honesto, ter uma boa postura, desempenhar as suas funções com gosto e prazer pela arbitragem, pondo em segundo plano o prémio de jogo, embora saibamos ser importante.
Mas muitos põem em primeiro lugar o dinheiro, esquecendo-se do resto, e por vezes faz-se uma discussão por causa de uns cêntimos e não se preocupam em melhorar as falhas que tiveram nos jogos, por vezes graves.
Claro que com a idade e as boas arbitragens, conseguimos um estatuto muito importante que passa pelo respeito de todos e se o árbitro trabalhar seriamente isto vem a aparecendo naturalmente com o passar dos anos.
Está a 3 anos de deixar de arbitrar, concorda com os 45 anos como limite?
Sim concordo com o limite dos 45 anos ate porque as exigências são cada vez maiores e depois pode-se sempre desempenhar outras funções ligadas à arbitragem.
Já pensou o que vai fazer quando deixar de ser árbitro?
Neste momento já estou a preparar-me e a desempenhar outras funções como monitor. O CA enviou-me para uma formação da FPF para ter conhecimentos nesta área para depois poder trabalhar com os árbitros na AFPD.
Faço observações a alguns jogos para depois trabalhar com os árbitros nas reuniões da ACADEMIA, procurando corrigir as eventuais falhas.
Para alem disso existe o trabalho de preparação das Ações de Formação regulamentares.
A sua família normalmente vê os seus jogos? Gosta de os ter na bancada?
Não normalmente não veem os meus jogos e não gosto que estejam presentes na bancada.
Que conselho deixa a árbitros mais jovens que agora iniciam a sua actividade?
Que trabalhem árdua e seriamente se quiserem chegar a patamares superiores e e que olhem para o livro das Leis de Jogo com frequência, porque é muito importante estar preparado para qualquer eventualidade que aconteça antes, durante e depois de um jogo.
Que comentário faz ao facto de esta época não haver campeonato sénior masculino?
Isto é um assunto muito delicado em que envolve vários fatores que não posso e não devo comentar, mas como arbitro é uma pena porque deixa-se de trabalhar procedimentos importantes na superfície de jogo entre árbitros e cronometrista, que é uma função muito importante uma vez que os cronometristas são nomeados para jogos da serie açores e 1º divisão nacional e se não tiverem prática podem prejudicar o bom desenvolvimento do jogo.
Falando agora da Academia que o Rui é o presidente, diga-nos com que objetivos é que a academia foi criada?
A ACADEMIA DE ARBITRAGEM FUTSAL SÃO MIGUEL foi criada com o objetivo de trabalhar com os árbitros em conjunto com a AFPD, mais diretamente com o conselho de arbitragem para que fosse cada vez melhor o desempenho dos árbitros, debatendo esses assuntos ocorridos nos jogos nas nossas reuniões quinzenais .
Como foram os primeiros meses de vida da Academia?
Não foram muito difíceis porque foi uma vontade de todos os árbitros e todos colaboram na formação da Academia
Um aspeto muito importante mas muito importante foi a AFPD ter gostado da ideia e numa reunião com o Presidente da Associação, Sr. Audilton Moniz demonstrou logo todo o seu apoio e autorizou, em conjunto com a sua Direção, que utilizássemos as instalações da associação, sendo também apoiados pelos funcionários da associação, que de uma forma ou de outra tem colaborado muito.
Está satisfeito com o trabalho que a Academia tem vindo a realizar?
Sim dentro dos possíveis a ACADEMIA tem vindo a realizar um trabalho positivo desde a sua criação.
Claro que não podemos esquecer que o trabalho individual dos intervenientes é muito importante e é com muito prazer que temos três árbitros a nível nacional e um observador.
Como se sente em ser até agora o único presidente da academia desde que esta foi criada?
Sinto-me muito honrado, mas é uma responsabilidade grande e que dá muito trabalho.
Mas, ao fim de cinco anos em que sempre estive bem acompanhado por todos os colegas que pertenceram a Direção da ACADEMIA, este é o ultimo ano de um ciclo de seis anos à frente dos destinos da ACADEMIA e que será o último.
Deixo um trabalho bem preparado para os próximos que virão!
Sei que temos pessoas capazes de desempenhar esta função e que não podem estar sempre na sombra, vão ter que se chegar à frente. A fase mais complicada, que foi a legalização da Academia, já passou.
Agora com tudo regularizado, esta Direção deixa uma boa herança em será só dar continuidade ao trabalho que até aqui foi realizado.
Qual considera ser o maior desafio para os árbitros nos próximos anos?
O maior desafio dos árbitros será sempre com eles próprios ao fazerem sempre melhor a cada fim-de-semana e a cada jogo que apitem.
Para si qual é o melhor árbitro português?
Todos os árbitros são bons desde que desempenhem as suas funções com honestidade e seriedade.
De tantos jogos que já arbitrou, tem alguma história para partilhar connosco?
Todos os jogos que apito têm uma história…
Ao longo destes anos todos são muitas, umas boas e outras menos boas, mas felizmente são mais as boas desde finais, apuramentos de campeões, jogos de campeonato decisivos, situações com colegas e com jogadores…
Enfim um pouco de tudo mas de modo geral boas recordações.
Uma palavra para:
Academia de arbitragem futsal são Miguel
Adriano Cabral presidente do conselho de arbitragem AFPD
Auditon Moniz presidente da associação de futebol de ponta delgada
ACADEMIA- EXCELENTE
ADRIANO CABRAL- EXCELENTE
AUDITON MONIZ- EXCELENTE