Entrevista com o árbitro Orlando Freitas
Nome: Orlando Camara Freitas
Naturalidade: São José
Idade: 32
Árbitro Formado em: 2010
O que o levou a ser árbitro?
Certo dia cheguei à conclusão que a minha vida tinha-se tornado um pouco monótoma, e então decidi fazer algo para que isso mudasse. Então soube que estavam abertos cursos para árbitros de futebol e futsal. Quando me desloquei a A.F.P.D, desloquei-me com o intuito de tirar o curso de futebol, mas foi-me dito que já decorria e não me poderia inscrever, e aí houve alguém que me convenceu a tirar o curso de futsal, e assim foi.
Gostava que a sua vida fosse só a arbitragem?
Não, porque apesar de adorar ser árbitro, penso que voltaria á estaca zero. Ou seja passaria a ter uma vida novamente monótoma.
É difícil ser-se árbitro em São Miguel?
De certa forma até penso que sim, pois acho que a mentalidade do futsal em São Miguel ainda não está implementada de uma forma sólida. Acho que as pessoas que andam á volta do mundo do futsal nos Açores, dão demasiada importância aos árbitros, quando na minha opinião deveriam preocupar com a sua evolução e conseguir objectivos traçados pelos mesmos.
Tem alguma referência na arbitragem?
Sim claro, aliás como todos nós temos sempre alguém. Até podia mencionar alguns nomes, pois existiram algumas pessoas que me ajudaram a evoluir neste meu percurso como árbitro até ao dia de hoje. Mas não poderia deixar de mencionar um nome, de um colega, de um amigo, de uma pessoa que quanto a mim é um exemplo para todos nós e com provas dadas disso mesmo. Essa pessoa chama-se, Nuno Filipe Carreiro Estrela, que foi o primeiro árbitro com quem arbitrei o meu primeiro jogo enquanto árbitro de futsal. Foi uma pessoa muito importante na minha evolução, e se sou o árbitro que sou hoje devo-o muito a ele. Quero também deixar aqui bem vincado o meu agradecimento a todos os que me ajudaram neste meu processo de evolução como árbitro, mas não poderia deixar de frisar este grande ídolo que tenho.
A todos o muito obrigado.
Estuda os jogadores ou as equipas antes de arbitrar um jogo?
Não, não tenho de ter essa preocupação. Na minha opinião todos os jogos são iguais, com maior ou menor dificuldade todos devem ser encarados da mesma forma.
Tem algum escalão preferido para arbitrar? Porquê?
Não tenho preferências. Mas claro que quanto mais elevado for o escalão, maior é a exigência a que nós árbitros estamos sujeitos.
Quando tirou o curso de árbitro quais eram os seus objectivos?
Como já mencionei anteriormente, achava que tinha de mudar algo na minha vida, tinha de preenche-la com algo mais. No início quando tirei o curso, era tudo uma novidade para mim, pois não sabia muito sobre o futsal. Conforme fui aprendendo, fui desenvolvendo uma paixão muito grande por esta modalidade, na qual tracei o objectivo de tentar ingressar nos quadros da F.P.F.
E já conseguiu alcançar esses objectivos?
Infelizmente não. Pois, a F.P.F foi elevando cada vez mais a fasquia, a nível de requisitos, que eu já não reúno os mesmos para que pudesse concorrer a tal desejo.
Não podendo realizar este desejo, em tempos tão desejado por mim, resta-me trabalhar bastante, para que possa cimentar o meu nome na arbitragem.
O Orlando faz de cronometrista e provas organizadas pela F.P.F, sente-se confortável a trabalhar com árbitros que não conhece?
Sim claro faz parte da minha personalidade conhecer pessoas novas. Embora como você referiu na pergunta, não os conheço, mas a nossa linguagem na superfície de jogo é a mesma independentemente da nossa categoria.
Há jogos em São Miguel em que elementos da Academia de Arbitragem fazem observações aos árbitros, sente algum tipo de pressão quando está a ser observado?
É algo com que temos de nos acostumar, claro que existe sempre pressão, o não querer errar e não querer transmitir algo errado, aquele que seje o nosso real valor enquanto árbitros.
Recentemente arbitrou o campeonato regional de seniores femininos, como lhe correu esta experiência?
Sim é verdade, até ao momento foi uma experiência única, que correu bem.
Para si qual foi o jogo mais importante que arbitrou?
Como já manifestei anteriormente, acho que todos os jogos deverão ser encarados com a mesma importância. Agora poderei dizer que o momento mais alto da minha actual carreira, foi ter arbitrado a fase final do apuramento do campeão regional de seniores femininos.
Na próxima época a terceira divisão nacional passará a ser uma competição regional, e o Orlando poderá arbitrar jogos desta competição sente-se preparado?
Sinto-me preparado para arbitrar em qualquer competição, pois trabalho muito para isso mesmo.
Nesta altura qual o balanço que faz do trabalho desenvolvido pela nova direcção da Academia?
Faço um balanço positivo, pois demonstram muita vontade de trabalhar em prol do desenvolvimento dos árbitros. Não posso deixar de frisar a organização de eventos , como foi a organização do primeiro torneio de futsal do escalão de infantis que foi organizado pela Academia no passado mês de Dezembro no pavilhão da escola Roberto Ivens.
Uma mensagem para quem está agora a começar na arbitragem.
Não tenho muito a dizer, a única coisa que poderei dizer é que quem começar neste percurso, que o faça por gosto á modalidade, pois este é um longo percurso que não se aprende, e se evolui de um dia para o outro.
Esta é uma modalidade quanto a mim “ Mágica”.
Viva ao futsal.
30/03/2014