Entrevista com o árbitro Nuno Ribeiro
Nome: Nuno Claudio da Rosa Ribeiro
Naturalidade: Horta
Idade: 35
Árbitro Formado em: 2005
O que o levou a ser árbitro?
Fui sempre um defensor do fair-play e do desporto correcto. Sempre detestei manobras de anti-jogo e distorção da realidade. Já fui juiz de atletismo, e minha formação do secundário é na área de desporto, pois gostava de conhecer o desporto e as suas leis, para compreender e saber falar no assunto.
E quando entrei na Universidade dos Açores em 98, iniciei uma equipa universitária no Futebol de 5(Regras da FADU). E cada equipa tinha de fornecer 2 jogadores, para arbitrar os outros jogos. E assim iniciei o bichinho, juntamente com o meus amigos e colegas Paulo Goulart e Afonso Prestes.
Esta época conseguiu subir para os quadros da Federação Portuguesa de Futebol como estagiário, quais são os seus objetivos para esta época?
Ainda não faço parte do quadros da FPF, sou um estagiário.
E o meu objectivo é cumprir o estágio com sucesso e conseguir entrar nos quadros da Federação. Espero melhorar a minha classificação que no curso que me admitiu no estágio.
Foi difícil chegar onde está?
Qualquer passo que uma pessoa faz para progredir na vida, ou atingir um fim é dificil. Mas só depende de todo o trabalho que a pessoa empenha para ser facil ou dificil. E eu gosto de “complicar”.
Sente que se tornou um árbitro melhor desde que foi para a Federação?
Não me sinto um melhor árbitro. Mas sim um árbitro com mais ferramentas, mecanismos e formação para poder melhorar cada vez mais. Porque só se pode melhorar, se um árbitro trabalhar da forma mais correcta e equilibrada.
Como se vê no inicio da sua carreira e agora, o que mudou?
A Idade, o cabelo e a barba, (Risos) Porque de resto continuo o mesmo.
Como já é árbitro alguns anos, acha que a arbitragem em são Miguel evoluiu? De que forma?
Evolui e muito!!!
No inicio tinhas o curso, e reciclagem. E nós arbitros discutiamos casos entre nós! Nem havia reuniões, a não ser por casos graves. E hoje em dia, tens muitos mais, reuniões quinzenais da Academia, acções de formação, treinos tácticos e técnicos semanalmente, além de muito material disponivel na internet.
E há-de continuar a evoluir. Com o novo esquema de formação na arbitragem de Futsal.
Qual a sua opinião sobre os árbitros Açorianos?
Muito boa! São tão bons como outro qualquer árbitro.
Para si qual é o melhor árbitro português?
Nós temos agora o Eduardo Coelho que teve no Europeu, e o Pedro Proença que vai estar no Mundial. São de momento umas referências na arbitragem Portuguesa.
Ao nível da formação de árbitros o que acha que pode melhorar?
Há sempre qualquer coisa a melhorar. Ainda por cima, a nivel da formação no curso de arbitragem. Porque agora não é tirar um curso e somos àrbitros. Agora existe um estágio para àrbitro e no final é avaliado e se for aprovado é que é um àrbitro.
Qual foi para si o jogo mais importante que arbitrou?
O mais importante, já tive grandes jogos e decisivos. Mas o mais significativo para mim, foi o jogo que fiz como 1º arbitro, no Pavilhão da Horta, com a minha mãe a assistir na bancada. Não me lembro das equipas nem o resultado, mas o nervozinho míudinho antes de entrar naquele pavilhão e com a minha mãe ver-me pela primeira vez apitar. É o que ficou no coração.
Dos muitos jogos que já arbitrou tem alguma historia para partilhar connosco?
UI!!! Tantas! Que não temos linhas suficientes, e não saberia qual partilhar.
Qual é o balanço que faz nesta altura pelo trabalho realizado pela nova direção da Academia?
Muito positivo e cheio de esforço e trabalho.
Acho que não estão a dar o devido valor ao trabalho que estão a efectuar. E acho que ainda vão realizar muitas coisas, mas ainda tem de acertar o seu ritmo.
A Academia conseguiu ter um pavilhão para os árbitros treinarem semanalmente, na sua opinião até que ponto acha esta medida importante?
Acho que foi a medida mais importante, e a melhor ferramenta que a Academia arranjou aos árbitros, para trabalharem. Acho é que estes não estão aproveitar da melhor forma, essa oportunidade. E é pena.
Uma mensagem para quem está agora a começar na arbitragem.
A quem pensa entrar na arbitragem, deve ter a consciência que é preciso ter uma vocação, dedicação e muita capacidade de esforço para se dedicar à arbitragem. Além de uma grande “Paciência” e uma enorme capacidade de segurança de si mesmo.
27/02/2014