Entrevista com José Correia

Nome: José Artur Medeiros Correia 
 
Naturalidade: Nordeste 
 
 
Idade: 36 
 
Árbitro Formado em: 2007 
 
 
O que o fez entrar na arbitragem? 
 
Por gostar muito de desporto, principalmente da modalidade de futsal. Comecei no principio na brincadeira com colegas em torneios e como gostei da experiência decidi tirar o curso 
de árbitro.
 
O que pensa da arbitragem em São Miguel? 
 
Penso que a arbitragem em São Miguel está bem de um modo geral, pois tem 
havido um grande desenvolvimento da modalidade quer em termos técnicos e 
práticos o que ajuda os árbitros, pois estes hoje também já trabalham muito quer em termos práticos, físicos 
e técnicos em treinos de pavilhão e nas reuniões marcadas quinzenalmente pela 
A.A.F.S.M., para deste modo garantirem um patamar de elevada competitividade. 
 
Tem alguma referência na arbitragem? 
 
Não tenho nenhuma referencia na arbitragem. 
 
Gostava que a sua vida fosse só a arbitragem? 
 
É muito difícil viver só da arbitragem e ainda mais hoje em dia com esta crise que muitos países enfrentam.
 
Encontra muitas diferenças nas equipas nos jogos que faz no continente com os 
jogos que faz cá da série Açores? 
 
Sim, existe alguma diferença, pois o futsal que as equipas do continente praticam é mais evoluído quer técnico e táctico fazendo com 
que os jogos se tornem mais competitivos e mais emotivos.
 
Qual foi o momento mais alto na sua carreira de árbitro? 
 
Até agora foi entrar nos quadros da Federação Portuguesa de Futebol, no futuro, logo se verá o que acontece...
 
 
Sabemos que o José Artur é um árbitro muito dedicado, visto que a arbitragem é um 
part time na sua vida e visto que é um homem com família, onde é que arranja tempo 
para estudar e treinar durante várias horas na semana? 
 
É com grande esforço que reparto o meu tempo durante a semana, não é fácil chegar a casa 
depois de um dia de trabalho, tirar tempo para treinar, estudar, brincar com os meus filhos e 
estar em família, é preciso ter muito gosto e muita vontade de trabalhar, mas estou grato e 
tenho tido todo o apoio da minha família, pois vamos aproveitando todo o tempo que temos disponível para ficar juntos.
 
Este ano há campeonato sénior em São Miguel. Para um árbitro dos quadros da 
Federação como o José Artur acha que é importante para si ou considera ser mais 
importante para os árbitros que não fazem parte dos quadros da Federação? 
 
A competição em São Miguel é importante para toda a arbitragem e publico em geral, pois 
faz com que a modalidade cresça em força, não só para mim porque nos mantém num bom 
nível físico e competitivo para quando formos arbitrar para o continente estarmos ao 
mesmo patamar dos restantes árbitros, mas também para os árbitros que não fazem parte dos quadros da Federação para que estes ganhem mais experiência. 
 
O José Artur desde que tirou o curso de árbitro foi sempre a subir de ano para ano até 
chegar quadros da federaзгo, Qual é o segredo? 
 
Não existe nenhum segredo, apenas gosto pela modalidade, muita vontade de treinar e 
estudar, aplicando todo este trabalho realizado em todos os jogos, e desta forma evoluir 
cada vez mais.
 
Até onde pensa chegar na arbitragem? 
 
Como já estou com uma idade um pouco avançada no que diz respeito à arbitragem, trabalho sempre com a intenção de 
fazer o melhor, depois logo se verá até onde consigo chegar...
 
O José Artur sente muito a pressão quando sabe que está a ser observado por um 
observador ou é-lhe indiferente? 
 
Existe sempre um pouco de pressão, mas não me incomoda, pois independentemente de estar a ser observado ou não entro na superfície de jogo 
sempre para dar o meu melhor quer a nível físico, técnico e disciplinar. 
 
 
Qual a sua opinião sobre o trabalho que está a ser desenvolvido pelo conselho de 
arbitragem da A.F.P.D? 
 
Na minha opinião, o trabalho que está a ser desenvolvido pelo conselho de arbitragem é 
bom, pois têm demonstrado muita capacidade e disponibilidade para trabalhar, dialogar quer com a Federação, quer com o conselho de apoio técnico e 
árbitros da (A.A.F.S.M), promovendo todo o trabalho realizado, a união e a qualidade da 
arbitragem geral.
 
Acha que dentro dos árbitros que fazem parte da Academia de 
Arbitragem de Futsal de São Miguel existe muita qualidade para chegar 
aos quadros da Federação? 
 
Infelizmente não temos um leque de árbitros muito alargado com todas as exigências pedidas pela Federação para fazerem parte dos seus quadros, mas aqueles que reúnem 
estas exigências só precisam de se aplicar e trabalhar, pois estou certo que os 
candidatos que forem prestar provas o vão conseguir. 
 
Que conselho deixa a árbitros mais jovens que agora iniciarem a sua 
actividade? 
 
Nunca percam a esperança, pois só 
com muito trabalho conseguimos chegar ao 
topo e quanto mais cedo melhor, estudem e treinem muito e ponham em pratica 
tudo o que sabem nos jogos.
 
 Se não fosse árbitro de futsal gostava de ser árbitro de que desporto? 
 
Só futsal e talvez um dia  possa tirar o curso de árbitro  futebol de praia.

 

Contacto

Academia de Arbitragem de Futsal de São Miguel academiadearbitragemfutsalsm@hotmail.com